O Governo moçambicano e a Renamo, principal partido de oposição, assinaram este domingo em Maputo, ao fim de mais de um ano de negociações, um cessar-fogo e a base de entendimento para o fim das hostilidades no país.

No final da 74.ª ronda de diálogo, realizada no Centro de Conferências Joaquim Chissano, após mais de cinco horas de reunião, o acordo foi anunciado pelo chefe dos observadores moçambicanos, o académico Lourenço do Rosário.

«Mandatados por Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique, e por Afonso Dhlakama, presidente do partido Renamo, [os negociadores das duas partes] declaram o cessar das hostilidades militares, em todo o território nacional com efeitos imediatos», declarou Lourenço do Rosário.

Governo anuncia cerimónia com Presidente Guebuza e líder da Renamo

Entretanto, o Governo moçambicano anunciou, no domingo, que o cessar-fogo alcançado pelo executivo e Renamo será visado numa cerimónia pública nos próximos dias pelo Presidente da República, Armando Guebuza, e pelo líder do principal partido de oposição, Afonso Dhlakama.

«O memorando de entendimento que formaliza a cessação das hostilidades militares será visado por Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique e comandante em chefe das Forças de Defesa e Segurança, e Afonso Dhlakama, presidente do partido Renamo, em cerimónia pública, nos próximos dias», anunciou José Pacheco, ministro da Agricultura e chefe dos negociadores do Governo, e que no domingo subscreveu o cessar-fogo com o principal partido de oposição.