O Centro de Integridade Publica (CIP) de Moçambique acusou a Frelimo, partido no poder, de estar envolvida num esquema ilegal de importação de mercadorias com isenções aduaneiras, que são depois vendidas por grandes distribuidores comerciais do país.

A denúncia da organização não-governamental moçambicana de probidade pública é expressa no relatório «Isenções Aduaneiras da Frelimo», no qual o CIP acusa o maior partido moçambicano de auxiliar a importação ilegal de mercadorias, como «motorizadas, congeladores, pneus, cadernos escolares, pilhas e capulanas».

«Na verdade, o partido Frelimo não chega a importar, apenas transmite o seu direito de isenção aos agentes comerciais em troca de dinheiro que devia ir para os cofres do Estado em pagamento de impostos», lê-se no relatório, que o CIP diz ser sustentado em diversos comprovativos de isenção aduaneira emitidos ao partido.