As forças armadas de Seul acreditam que a Coreia do Norte está a preparar o lançamento de um novo míssil balístico, segundo a AP.

A notícia surge nem um dia depois do sexto teste nuclear realizado por Pyongyang. Este último foi a "bomba H". A bomba termonuclear, também conhecida como bomba de hidrogénio, é um explosivo de grande capacidade de destruição, significativamente mais forte que as bombas atómicas usadas na II Guerra Mundial.

A tensão aumenta cada vez mais. Seul realizou ensaiou este domingo ataques a instalações nucleares norte-coreanas, em resposta ao sexto teste nuclear realizado por Pyongyang.

O exército sul-coreano realiza também este mês manobras com fogo real em que participam caças F-15K equipados com mísseis terra-ar “Taurus”, informou o Ministério da Defesa no seu relatório à Assembleia Nacional, citado pela agência Yonhap.

Reunião de emergência

Em situações de emergência, soluções de divergência. É mais ou menos este o estado de coisas sobre como lidar com os testes nucleares da Coreia do Norte: não há consenso total, pelo menos até ver, naquilo que defendem os líderes do bloco de economias emergentes BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul; e, por outro lado, os EUA.

Reunidos em Xiamen, leste da China, os BRICS emitiram uma condenação conjunta ao teste nuclear realizado no domingo pelo regime de Kim Jong-Un, expressando "profunda preocupação com a atual tensão e prolongado conflito nuclear na península da Coreia". E também apregoam que a questão nuclear "deve ser resolvida unicamente mediante meios pacíficos e diálogo direto entre todas as partes implicadas".

Os Estados Unidos, para além de prometerem uma ação militar maciça e "esmagadora" como resposta, querem um embargo total à Coreia do Norte em termos comerciais, algo veemente condenado pela China. A ameaça de Donald Trump de impedir o comércio com países que lidam com Pyongyang é vista como "inaceitável e injusta" pelos chineses, segundo a AP.

EUA e Coreia do Sul concordam em colaborar de perto para encontrar uma "severa punição" contra a provocação do Norte. Faz parte do plano destacar um porta-aviões nuclear, vários bombardeiros e outros efetivos estratégicos na península coreana na resposta ao último teste nuclear de Pyongyang, informou hoje o Ministério da Defesa de Seul.

Já da parte da Europa, o presidente do Conselho Europeu diz que a UE está pronta para endurecer as sanções. Portugal emitiu hoje uma nota à comunicação social, condenando de forma "veemente" o teste nuclear e pedindo um "diálogo sério" ao regime norte-coreano com a comunidade internacional. 

Rússia teme "explosão"

O ministro russo Sergei Ryabkov, número dois de Vladimir Putin, defendeu que é preciso ter muito cuidado na forma como se lida com a Coreia do Norte, porque passos em falso poderão piorar a situação. Moscovo diz que é preciso uma solução política para esta crise.
 

Aqueles que são mais fortes e inteligentes devem mostrar restrições. Qualquer passo desajeitado pode levar a uma explosão".

A Rússia promete reagir à expansão do sistema de defesa antimíssil dos EUA na Coreia do Sul. No âmbito da reunião dos BRICS, o representante russo disse que "inevitavelmente se levanta a questão sobre a nossa reação, sobre os nossos efetivos militares".
 
O número dois de Vladimir Putin criticou ainda as ações de Washington para sobre o encerramento dos consulados russos nos Estados Unidos. "Estou inclinado a classificar o que está a acontecer como hooliganismo estatal".