O Exército da Síria intercetou esta terça-feira à noite dois mísseis israelitas que visavam um setor próximo de Damasco, indicou a agência oficial síria, Sana.

A defesa antiaérea intercetou dois mísseis israelitas lançados contra (o setor de) Kesswa e destruiu-os”, segundo a Sana.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) relatou, por seu turno, que aqueles mísseis visavam um “depósito de armas das milícias iranianas ou do (movimento xiita) Hezbollah libanês”, indicou à agência France-Presse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

O Exército israelita informou hoje que Israel se encontra em “alerta máximo” face ao risco de um ataque na zona dos montes Golã – território sírio ocupado e anexado pelo Estado hebreu –, “após identificar atividade irregular das forças iranianas na Síria”.

Num comunicado, o Exército adiantou ter pedido às autoridades locais da zona para abrirem e prepararem os abrigos de defesa contra mísseis, pedindo à população para estar atenta às instruções das Forças de Defesa de Israel.

O Exército israelita está pronto a enfrentar diferentes situações e adverte que qualquer agressão contra Israel exigirá uma resposta vigorosa”, indica o comunicado.

Há dois dias, os meios de comunicação israelitas, citando fontes da defesa, alertaram para um possível ataque iraniano com mísseis contra o norte de Israel em retaliação pelos bombardeamentos contra bases sírias que são atribuídos ao Estado hebreu.

Duas operações atribuídas a Israel na Síria a 9 e 29 de abril causaram vários mortos iranianos e fazem temer uma escalada, tendo o Irão declarado que os ataques não ficariam sem resposta.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu em numerosas ocasiões que o Irão procura estabelecer-se na vizinha Síria – Teerão é um dos principais aliados do regime de Bashar al-Assad -, assegurando que não o permitirá.

O Irão não reconhece Israel e o Estado hebreu vê Teerão como uma ameaça existencial e denuncia regularmente o seu apoio ao Hezbollah, poderosa milícia xiita que enfrentou numa guerra em 2006.