A cimeira de Minsk, onde líderes mundiais tentam encontrar uma solução para o conflito ucraniano, foi interrompida sem «boas notícias» devido às condições «inaceitáveis» que a Rússia está a impor, disse à AFP o Presidente ucraniano Petro Poroshenko.

«Infelizmente ainda não há boas notícias. Há condições que considero inaceitáveis», disse Poroshenko, recusando dar mais pormenores.


«O processo [negocial] continua», acrescentou.

As declarações do Presidente ucraniano vão no sentido contrário às de uma fonte diplomática que tinha anteriormente dito à AFP que um acordo de paz estava no horizonte.

«Há esperança que um acordo seja assinado pelo grupo [trilateral] de contacto», composto por representantes da Rússia, Ucrânia, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e rebeldes pró-Moscovo, indicou a fonte.


Segundo fontes citadas pela agência russa Interfax, na reunião foi elaborado um documento que será assinado pelo Grupo de Contacto para a Ucrânia, texto que, contudo, não é conhecido, mas que alguns meios de comunicação dizem prever um cessar-fogo dentro de 48 horas.

A Guerra de Nervos

Antes, a Ucrânia definiu  as «maratonas negociais» em Minsk como «uma guerra de nervos», referindo-se ao encontro dos seus líderes com os da Rússia, Alemanha e França, com o objetivo de encontrar uma solução para o conflito ucraniano.

«Creio que ainda nos faltam umas cinco ou seis horas, no mínimo. Agora entrámos numa guerra de nervos», escreveu Valeriy Chaly, chefe da Administração Presidencial ucraniana, na sua página de Facebook.


O assessor do Presidente ucraniano, Petró Poroshenko, acrescentou: «Na minha opinião, não podemos sair de Minsk sem um acordo sobre um claro cessar-fogo».