Uma menina de quatro anos estava dada como morta, na sequência do incêndio deliberadamente provocado pelo segurança de uma creche, em Janaúba, Minas Gerais, Brasil, afinal sobreviveu. 

A criança estava em paragem cardíaca quando as equipas de emergência chegaram, mas foi reanimada com sucesso. Os bombeiros explicaram, numa nota citada pela imprensa brasileira, que houve inicialmente "um erro de avaliação médica".

O balanço inicial dava conta de seis vítimas menores de idade, pelo que o número foi revisto para cinco, mais dois adultos: uma professora, de 43 anos, com 90% do corpo queimado; e o próprio autor do ataque, com 50 anos, que morreu já no hospital, também com queimaduras, três horas depois.

Há ainda uma série de pessoas feridas, entre crianças e funcionários: 38 no total, sendo que 22 são crianças. Duas funcionárias da creche estão em estado grave e foram transferidas de helicóptero de Janaúba para Belo Horizonte, já na manhã desta sexta-feira.

Crime premeditado?

O segurança estava afastado por problemas psicológicos e tinha ido à creche falar com a diretora.

Segundo a Polícia Militar, o homem chegou à escola e trancou três salas, segurou as crianças para que elas não saíssem, atirou álcool sobre elas e para si próprio. Logo a seguir ateou fogo. A professora que morreu ainda chegou a lutar com ele para o tentar impedir de cometer tal tragédia.

Ao G1, um agente disse ter "plena convicção de que o crime foi premeditado, ele escolheu a data de dia 5 de outubro porque o pai dele morreu no dia 5 de outubro, há três anos".