Avaliada em 15 mil milhões de euros e responsável pela produção de 23% dos diamantes do mundo, a "mina Mirny" é considerado o buraco mais caro do mundo. Atualmente já não está em funcionamento, mas o espaço aéreo por cima da cratera, situada no leste da Sibéria, na Rússia, ainda é proibido. 

São cerca de 525 metros de profundidade e mais de um quilómetro e meio de diâmetro, que dão vida ao que os especialistas chamam de o "buraco mais caro do mundo". Apesar de já não ter atividade mineira, as aeronaves estão proibidas de sobrevoar a zona acima do buraco. 

Isto porque há relatos de helicópteros que foram sugados para as profundidades da cratera, devido à força espiral do buraco. Por este motivo, não é permitido que objetos voadores circulem por cima da mina Mirny. 

Parece obra de um meteorito, mas não é. A cratera é uma mina inativa, que foi responsável por 23% da extração mundial de diamantes. Em 2004, o trabalho na cratera foi suspenso e a extração era realizada através de canais subterrâneos, que ligavam às profundidades da mina. 

Em 2014, através destes túneis, ainda foi possível extrair mais de seis milhões de quilates de diamantes.

No total, estima-se que a mina custe mais de 15 mil milhões de euros, valor que já inclui os diamantes extraídos desde que foi descoberta pelos geólogos Ekaterina Elagina, Uri Khabardin e Viktor Avdeenko, antes da Segunda Guerra Mundial. 

A cratera pertence à empresa russa Alrosa, que é responsável por cerca de um quarto da produção mundial de diamantes.

A região onde se situa a 'Cidade diamante' é sujeita a condições meteorológicas bastante serveras: o inverno pode durar até sete meses e as temperaturas podem atingir os 40 graus negativos.