Um soldado da Coreia do Sul na reserva matou, esta quarta-feira, a tiro, um companheiro de armas e feriu outros três num campo de treino militar de Seul antes de se suicidar, revelaram as Forças Armadas do país.

O ataque aconteceu a meio da manhã, hora local.

Segundo a agência Lusa, o alegado agressor serviu-se de uma K-2 Rifle e “abriu fogo contra os seus companheiros enquanto estes participavam num treino” no acampamento militar do bairro de Naegok, a sul da capital do país asiático. De seguida pôs fim à própria vida.

Ainda não se sabe a razão do tiroteio, mas as autoridades já abriram um processo de investigação.

De acordo com a Associated Press, este tipo de incidentes não são habituais entre os militares de reserva apesar de serem cada vez mais frequentes os tiroteios de soldados em quartéis militares. 

Ainda no ano passado, um soldado sul-coreano lançou uma granada, que acabou por matar cinco colegas e feriu outros sete. O mesmo soldado afirmou, mais tarde, que abriu fogo sobre os companheiros depois de ver um desenho insultuoso que tinham feito sobre ele, aumentando as preocupações sobre o bullying e saúde mental nas forças armadas.

Todos os sul coreanos saudáveis devem, de acordo com o sistema de recrutamento destinado a lidar com ameaças da rival Coreia do Norte,  cumprir serviço militar obrigatório durante dois anos. Depois desse período são obrigados a fazer , anualmente um treino militar, durante oito anos, como membros da força de reserva do país. Segundo a Administração Militar, os primeiros seis anos envolvem exercícios de tiro.