Quatro militares foram presos no Reino Unido, por suspeita de pertencerem a um grupo neonazi, proibido no país.

A adesão, a pertença ou o apoio a uma organização de extrema direita desse género são crime no Reino Unido, punido até 10 anos de prisão.

A Unidade de Contra-Terrorismo de West Midlands informou, citada pela AP, que os homens são suspeitos, ainda, de preparar atos de terrorismo. 

O jornal britânico Independent cita um porta-voz da polícia identificando que os suspeitos são um homem de 22 anos, de Birmingham; outro de 32 anos, de Powys; outro de 24 anos, de Ipswich; e um homem de 24 anos, de Northampton.

Foram presos por suspeita de ligação à comissão, preparação e instigação de atos de terrorismo nos termos do artigo 41 da Lei do Terrorismo de 2000; nomeadamente por suspeita de serem membros de uma organização proscrita, a National Action [Ação Nacional]".

A detenção foi efetuada numa operação pré-planeada, dirigida pela Força Policial do Ministério do Interior e apoiada pelo Exército. Decorreu sem qualquer ameaça para a segurança pública, garantiu a mesma unidade. Foram ainda realizadas várias buscas. 

O caso está, naturalmente, sob investigação.

O grupo neonazi em causa é racista, antissemita e homofóbico. A sua ideologia promove a ideia de que o Reino Unido viverá inevitavelmente uma violenta guerra racial, de que este grupo quer ser parte.