O antigo presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, foi condenado à revelia a três anos de prisão por abuso de poder no caso do perdão de quatro polícias condenados pelo assassínio de um banqueiro, sentenciou um tribunal de Tbilissi.

Saakashvili, presidente da Geórgia entre 2004 e 2013, deixou o país após terminar o mandato e seguiu para a vizinha Ucrânia, onde foi nomeado Governador da região de Odessa.

O ex-chefe de Estado georgiano acabaria por se demitir das funções de Governador após criticar duramente a política do Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e deixou a Ucrânia.

Poroshenko retirou-lhe, depois, a cidadania ucraniana.

Em setembro de 2017, Saakashivili regressou à Ucrânia e desde então que tem liderado uma série de ações de protesto contra o Governo ucraniano.

Esta sexta-feira, um tribunal de Tblissi decretou a sentença de três anos de prisão.

A Geórgia já pediu a extradição de Saakashvili, solicitação a que as autoridades ucranianas ainda não responderam.