Um ex-ministro russo e colaborador do Presidente Vladimir Putin, encontrado morto num hotel em Washington, foi brutalmente agredido na cabeça, pelo que a morte não se deveu a um ataque cardíaco, como se afirmou no início.

Mikhail Lesin tinha 57 anos e foi encontrado sem vida num quarto de hotel dia 5 de novembro. As causas da morte foram na altura atribuidas a um ataque cardíaco. Sabe-se agora que o corpo também apresentava ferimentos no pescoço, tronco, mãos e pés. Os novos dados são revelados pelo o principal inspetor médico da capital norte-americana, citado na imprensa norte-americana.

O porta-voz de Putin já reagiu e informa que o Kremlin espera que os EUA forneçam “informação oficial detalhada” sobre a morte misteriosa de Lesin.

Mikhail Lesin, de 57 anos, foi ministro da Informação entre 1999 e 2004 e assessor de Putin. Depois foi acusado de atacar a liberdade de imprensa na Rússia e o próprio Presidente. Quando foi viver para os Estados Unidos os seus investimentos imobiliários levantaram suspeitas e, em 2014, Robert Wicker, senador republicano pelo estado do Mississippi, pediu que Lesin fosse investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção. O canal norte-americano ABC falava em 28 milhões de dólares em imóveis em Los Angeles.