Durou três horas a reunião entre a Turquia e a União Europeia, que tinha como objetivo chegar a um acordo sobre a questão dos refugiados e migrantes.

O acordo foi alcançado e, como já se tinha sido adiantado, a Turquia vai receber três mil milhões de euros para os refugiados sírios que estão no país.  Desta verba, 2,5 mil milhões serão provenientes dos cofres dos 28 Estados-membros.

Em troca, o país alinha numa “política comum” de resposta a esta crise, conforme adiantou o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker.Também irão ser aceleradas as negociações para a adesão da Turquia à UE.

O objetivo é conseguir uma melhor gestão dos fluxos migratórios, com Ancara a gerir os fluxos de refugiados oriundos da Síria. O responsável turco adiantou que o país já acolheu entre dois e 2,2 milhões de refugiados.

Os líderes da UE discutiram com o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, o plano de ação conjunto UE/Turquia sobre migração, assim como o avanço no processo de facilitação de vistos, a aplicação de acordos de readmissão e o retomar do diálogo sobre o processo de adesão da Turquia à UE, outras contrapartidas que a UE apresenta a Ancara para ter o seu apoio na crise de refugiados.

Ahmet Davutoglu, revelou que foi ainda firmado o compromisso de realizar duas cimeiras por ano entre a Turquia e a UE.

O primeiro-ministro, António Costa, considerou que a cimeira "correu muitíssimo bem", e sublinhou a posição "coerente" que Portugal tem vindo a defender de aproximação entre as partes.

"Foi uma cimeira que correu muitíssimo bem. Portugal estava, aliás, numa posição confortável, porque não só é membro de corpo inteiro da UE, como é um velho aliado da Turquia no âmbito da NATO, e portanto temos sempre tido uma posição coerente, de defesa da aproximação entre a UE e a Turquia", disse.