Quase 400 refugiados e migrantes morreram em outubro ao tentarem atravessar o Mediterrâneo para alcançar as costas europeias, segundo os dados hoje divulgados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Outubro foi, de resto, um mês recorde na travessia de migrantes pelo Mediterrâneo. O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados revelaou ontem mesmo que 218 mil pessoas correram esse risco em busca de uma vida melhor.  

A OIM revela ainda que, só nos primeiros três dias de novembro, 18 pessoas já perderam a vida durante a travessia desta rota migratória.

Com estes novos valores, o número de pessoas que morreram no Mediterrâneo este ano já atinge os 3.406.

Na segunda-feira, a Amnistia Internacional criticou a União Europeia e o Governo grego por continuarem de “braços cruzados” relativamente ao problema dos migrantes, enquanto “dezenas de vidas se perdem diariamente no mar Egeu”. 

“Quantas crianças afogadas e mortos são necessários para ativar os ‘valores europeus’?”, questionou Giorgos Kosmopoulous, diretor da  Amnistia Internacional na Grécia. O responsável assinalou que os naufrágios “não são um fenómeno natural e muitas vidas podem ser salvas se houver vontade política”.