O número de refugiados e migrantes que entraram na União Europeia já ultrapassaram um milhão este ano.

Os números divulgados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pela ONU, esta terça-feira, contemplam aqueles que entraram na Europa através das fronteiras da Grécia, Bulgária, Itália, Espanha, Malta e Chipre.

A contabilidade, fechada no dia 21 de dezembro, refere que entraram 1.005.504. Destes, a maioria são sírios, 20 por cento são afegãos e sete por cento são iraquianos, segundo a síntese apresentada pela Reuters.

A maioria dos migrantes e refugiados que tentam uma vida melhor no continente europeu chegaram por mar. Mais de 800 mil alcançaram a costa europeia, mas 3600 perderam a vida na água.

Uma franja dos deslocados em todo o mundo que, neste ano de 2015, se cifra em 60 milhões no planeta, de acordo com o ACNUR.

Números que vêm de encontro às palavras de António Guterres, Alto Comissário para os Refugiados, que, no final da semana passada, se mostrou preocupado com a política de asilo da Europa e deixou um apelo aos líderes europeus, aos olhos dos “valores europeus: proteger vidas, defender os direitos humanos e promover a tolerância e a diversidade”, como recorda a Reuters.

A Organização para as Migrações, que fez as contas dos migrantes e refugiados de 2015, adianta que é impossível perceber se o fluxo de chegadas à Europa em 2016, se situará nos mesmos níveis.

O porta-voz da OIM, Joel Millman, concluiu: “Nunca esperámos que atingisse este nível. Só esperamos que estas pessoas sejam tratadas com dignidade”.