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Os refugiados pensavam que iam para a Áustria e para a Alemanha mas, afinal, as autoridades húngaras encaminharam o comboio para um campo de refugiados na Hungria.

 

Quando perceberam o engano, os cerca de 2.000 migrantes recusaram desembarcar, lançaram-se para os carris e envolveram-se em confrontos com a polícia húngara.

 

A viagem durou apenas 35 quilómetros até ao centro de acolhimento de migrantes, em Bickse, refere a Reuters.

 

Acumulados nas janelas do comboio, os refugiados gritaram: “Campo, não!”. Os jornalistas deixaram de poder testemunhar o sucedido, porque a polícia húngara vedou a zona e expulsou-os do local.

 

 

Esta quinta-feira, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, considerou que a crise de migrantes é um problema alemão e não europeu, garantindo que ao seu governo cabe apenas registar as pessoas. 

Em conferência de imprensa, em Bruxelas, Orban afirmou que o “problema não é europeu, é um problema da Alemanha” porque “ninguém quer ficar na Hungria, nem na Eslováquia, Polónia ou na Estónia”, mas sim ir para a Alemanha. 

 

“O nosso trabalho é apenas registá-los”.