Mais de meio milhão de migrantes e refugiados entraram na Europa através do Mediterrâneo só este ano, tendo cerca de 3 mil desaparecido na travessia, disse hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ( ACNUR).

De acordo com os dados hoje divulgados, quase 515 mil refugiados e migrantes cruzaram o Mediterrâneo, tendo quase 400 mil ficado na Grécia e outros 129 mil em Itália.

Ainda segundo os números hoje divulgados, 71% dos refugiados que chegaram e ficaram na Grécia são sírios, enquanto no total dos dois países, 54% são oriundos da Síria e 13% do Afeganistão.

A perigosa travessia do mar Mediterrâneo fez 2.980 mortos e desaparecidos, sendo que no ano passado 3.500 pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo, ainda segundo o ACNUR.

O mar Mediterrâneo é, assim, a rota do mundo mais mortífera para os refugiados que chegam à Europa do sul, principalmente à Grécia, a partir de países afetados por violência e conflitos, entre os quais se contam a Síria, o Iraque e o Afeganistão.

Essas pessoas, defende o ACNUR, estão fisicamente exaustas e traumatizadas, pelo que precisam de proteção internacional.

A divulgação destes números acontece no contexto da maior crise migratória na União Europeia desde a segunda guerra mundial, com os países europeus a concordarem na semana passada com o acolhimento de 120 mil refugiados e a prestar assistência financeira aos países vizinhos da Síria, e com as Nações Unidas a apelarem a mais esforços.