Autoridades vão evacuar, esta semana, a zona sul do acampamento de migrantes na cidade de Calais, na França, esta semana. As condições indignas do acampamento, conhecido como “A selva”, levaram a esta tomada de decisão, justificou Xavier Bertrand, o autarca da região.

"Em nome da decência e do bem comum, hoje representamos a população que diz ‘já chega, precisamos de desmantelar a selva’. Vamos começar pela área sul”, afirmou.

Esta decisão vai afetar, para já, cerca de mil migrantes que se aglomeram entre tendas naquela área do campo de refugiados.

As autoridades informaram que os migrantes têm até terça-feira, dia 23 de fevereiro, para abandonar o campo e que, depois disso, vão recorrer à retirada forçada das pessoas e bens. Serão disponibilizadas 750 vagas num centro de acolhimento, dirigido pelo Estado, que abriu no mês passado e abriga, em contentores de navios transformados, os que fogem da guerra e da pobreza.

Também o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, já veio a público garantir que a evacuação será feita “de forma progressiva e com respeito” pelos que ali vivem.

As autoridades querem também reduzir o número de migrantes em Calais para 1500 a 2000, com vagas em contentores, mais 400 mulheres e crianças num outro abrigo.

Apesar dos contentores terem melhores condições que o campo onde agora residem, muitos consideram que o abrigo estatal “é como uma prisão” e que o seu objetivo não é ficar “ali muito tempo” mas, sim, chegar ao Reino Unido.