É uma medida provisória que já está em vigor. As empresas de transportes marítimos e as agências de viagens estão obrigadas a cortar as ligações das ilhas gregas para o continente. É uma medida de urgência que Alexis Tsipras considera ser importante para haver uma "desaceleração controlada do movimento de refugiados e fluxo de imigrantes das ilhas para o porto de Pireus".

A maioria dos refugiados chega à União Europeia para fugir da violência sangrenta no Médio Oriente. Os requerentes de asilo sujeitam-se a uma perigosa viagem em pequenas embarcações, da Turquia para as ilhas gregas, como Lesbos.

Pelo menos 20.000 refugiados e migrantes foram presos na Grécia depois das fronteiras terem estado fechadas, na rota dos Balcãs para o centro e norte da Europa.

A Grécia chamou o embaixador da Áustria à atenção sobre os encerramentos das fronteiras e ameaçou mesmo bloquear a União Europeia, se não houver uma ação por parte de todos os países da UE para lidar com esta crise. 

"Temos tomado algumas ações por causa de encerramentos das fronteiras, incluindo um aumento dos espaços de abrigo temporário e uma desaceleração do transporte de imigrantes das ilhas para o porto de Pireu”, disse o ministro dos transportes, Thodoris Dritsas Skai.

Os três navios que foram cedidos especificamente para movimentar migrantes para o continente grego estão ancorados nas ilhas para acomodar os refugiados durante “dois ou três dias”.

“Continua a ser uma diminuição pouco relevante” 

A Grécia tem sido incapaz de conter os milhares de refugiados que estão a nos campos de registo, para fazerem o pedido de asilo. Estes têm depois de esperar que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras decida se têm ou não de facto direito ao estatuto de refugiado. Centenas não aguardam e fazem-se à estrada, caminhando em direção à fronteira com a Macedónia. Alguns dormem ao relento no centro de Atenas, outros em estádios.

A Macedónia, o país mais próximo a norte da Grécia, está a aceitar apenas iraquianos e sírios. Há testemunhas que dizem mesmo que os afegãos foram deportados.

Estima-se que cerca de 2.500 pessoas estejam apinhadas em Idomeni, uma pequena cidade grega que muitos consideram ser a passagem terrestre mais violenta dos migrantes.