O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, alertou hoje para o "jogo perigoso" da Hungria, ao referendar o plano de acolhimento dos refugiados na União Europeia.

"A Hungria só vai acolher, segundo as quotas de refugiados, cerca de 2.000. Organizar um referendo sobre isso é um jogo perigoso", disse Schulz, num artigo publicado hoje pelo grupo de media alemão Funke.

Segundo o presidente do Parlamento Europeu, o primeiro-ministro húngaro, Victor Orban, brinca com "um princípio fundamental da União Europeia, põe em causa a legitimidade da legislação europeia, para a qual a Hungria contribuiu".

Recorde-se que os húngaros vão este domingo às urnas num referendo sobre imigração. Vão dizer se aceitam ou não a proposta europeia para um sistema de quotas na recepção aos refugiados. Todas as sondagens apontam para uma vitória clara do "não".

Em fevereiro, o Governo convocou a consulta popular, depois dos ministros europeus do Interior terem decidido, meses antes, distribuir os refugiados pelos vários países da União Europeia.

A questão que aparece nos boletins é esta:

"Quer que a União Europeia possa ordenar à Hungria o acolhimento obrigatório de cidadãos não húngaros sem o consentimento do parlamento?"

"sim" ou "não" são as respostas possíveis.

Para que o referendo seja considerado válido, têm de comparecer nas urnas mais de 50% dos eleitores.