“A operação exigirá um vasto alcance de capacidades aéreas, marítimas e terrestres. Estas podem incluir inteligência, vigilância e reconhecimento; equipas de embarque; unidades aéreas e marítimas de patrulha; meios anfíbios; destruição por ar, terra e mar, incluindo unidades de forças especiais”, consta no documento citado pelo jornal britânico. 

“A presença em terra pode ser considerada caso haja consentimento das autoridades competentes”, ressalva a Comissão Europeia.

Em Bruxelas, foi hoje apresentada a Agenda para a Migração, que inclui quotas de reinstalação de 20 mil refugiados por todos os Estados-membros, anunciou  a chefe da diplomacia europeia e coordenadora da política de segurança, Federica Mogherini, através da rede social Twitter.

Para prevenir novas tragédias no Mediterrâneo será proposto, “até ao final de maio, um mecanismo temporário de reinstalação” em toda a UE que ofereça 20.000 vagas, "distribuídas por todos os Estados-Membros, a pessoas deslocadas na Europa com necessidades inequívocas de proteção internacional”, dotado de “um financiamento suplementar de 50 milhões de euros para 2015 e 2016”.

A Comissão adia, no entanto, para o final do corrente mês de maio a proposta do sistema de quotas, a questão que tem levantado mais polémica, face à oposição de Estados-membros como o Reino Unido, que hoje mesmo já reiterou a sua oposição à ideia de ter de receber migrantes que chegam à Europa ilegalmente através do Mediterrâneo.

Entre as outras ações imediatas, a agenda da “Comissão Juncker” propõe triplicar, em 2015 e 2016, as capacidades e os recursos disponíveis para as operações conjuntas da Frontex “Triton” e “Poseidon”, como havia sido acordado na cimeira extraordinária celebrada em abril em Bruxelas, na sequência de naufrágios no Mediterrâneo que causaram centenas de mortes.