Oito polícias sul-africanos foram hoje considerados culpados de homicídio pela morte de um homem moçambicano, que morreu após ter sido arrastado atrás de um veículo da polícia há dois anos, segundo a agência France Presse (AFP).

Mido Macia, taxista de 27 anos, morreu sob a custódia da polícia em fevereiro de 2013, depois de ser detido por ter estacionado o seu carro no lado errado da estrada.

Testemunhas filmaram o homem a ser detido, algemado à traseira de uma carrinha da polícia e arrastado centenas de metros pelo veículo em Daveyton, a leste de Joanesburgo.

As imagens correram mundo e poucos ficaram indiferentes à brutalidade usada pelos agentes. O vídeo, divulgado pelo Daily Sun na altura,  pode impressionar as pessoas mais sensíveis. 

A vítima acabou por ser encontrada morta numa cela da esquadra da polícia de Daveyton, na província de Gauteng, e a autópsia revelou que morreu na sequência de ferimentos na cabeça, que lhe provocaram hemorragia interna.

Esta terça-feira o juiz do Alto Tribunal de Petrória, responsável pelo caso, condenou todos os agentes identificados, no vídeo amador, por homicídio.

Logo após a divulgação do vídeo, os oito agentes foram suspensos e desarmados e o comissário de Daveyton - local onde ocorreram os incidentes - foi destituído do cargo.

Durante o julgamento, os polícias alegaram que o taxista moçambicano tinha resistido à detenção e atacado um polícia.