Segundo a agência Reuters, os habitantes acreditam que são alvos fáceis para a violência racista, uma vez que quase todas as casas têm uma porta vermelha. Existem pessoas que não são refugiados e moram nestas casas e mesmo assim veem o seu património violado.

As casas são alugadas ao governo inglês, mas pertencem a uma construtora, a G4S, que já esteve envolvida em vários escândalos de abusos. Segundo a empresa explicou à Reuters, as casas são parte de uma sub-empreitada da responsabilidade de outra empresa, a Jomast. Um porta-voz da G4S garantiu que a Jomast vai repintar as portas de outra cor, assim que possível.

Em resposta a esta situação, o ministro da imigração falou ao parlamento inglês e explicou: "Tudo o que permite que as casas dos refugiados sejam identificadas por quem lhes deseja mal, deve ser evitado."

Jomast

Várias moradores das casas de porta vermelha relataram ter ouvido insultos racistas enquanto estavam no interior das casas,e ter visto excrementos e ovos atirados às paredes e às janelas.

"Toda a gente sabe que as casas do refugiados são as que têm a porta vermelha" disse Zubair, um dos habitantes, à The Times. E descreve ainda "Já tive pessoas a gritar à porta de minha casa palavras de ódio, a chamarem-nos nomes e a lançar objetos às janelas".

A revista The Times identificou 168 casas pertencentes à Jomast, em que 155 têm portas vermelhas. Os investigadores falaram com 66 habitantes das portas vermelhas e 62 são refugiados.

A situação já dura há pelo menos quatro anos.