Um turista dinamarquês regressado da América Latina foi diagnosticado com o vírus Zika, ligado a um aumento de casos de recém-nascidos com malformações no Brasil e noutros países da região, informou o hospital.

“Um turista dinamarquês que viajou para a América Central e do Sul foi diagnosticado, ao regressar, com o vírus Zika”, afirmou o hospital Aarhus, no leste da Dinamarca, em comunicado, na terça-feira à noite.

Segundo o "The Independent", três casos foram detetados no Reino Unido, também cidadãos regressados da América Latina.

As autoridades da Colômbia, Equador, El Salvador e Jamaica já deixaram um apelo às mulheres para que evitem ou adiem a gravidez, devido ao surto.

Depois de ter sido detetado um surto no Brasil já há notícia de casos em Cabo Verde, Colômbia, El Salvador, Fiji, Guatemala, México, Nova Caledónia, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Samoa, Ilhas Salomão, Suriname, Vanuatu, Venezuela, Martinica, Guiana Francesa e Honduras.  

O Zika não se transmite de pessoa para pessoa, mas apenas por picada de mosquitos infetados, sendo os sintomas em geral ligeiros e caracterizados por febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares.  

A maior preocupação relativamente às grávidas prende-se com o facto de existirem suspeitas, ainda não inteiramente comprovadas, de que a doença possa provocar alterações fetais durante a gravidez, em particular microcefalia.  

Em Portugal já foram confirmados laboratorialmente, pelo Instituto Ricardo Jorge, quatro casos que ocorreram em cidadãos portugueses regressados do Brasil, mas que evoluíram favoravelmente.