O criador de um dos chocolates mais emblemáticos do mundo, o bombom Ferrero Rocher, e do creme de chocolate e avelã Nutella morreu este sábado, no Dia de São Valentim. Michele Ferrero faleceu aos 89 anos, em casa, em Monte Carlo, rodeado da família.

O patriarca do império Ferrero estava doente há alguns meses.

Ferrero redefiniu a confeitaria italiana com a criação de produtos que se tornaram um sucesso em todo o mundo. Além dos bombons Ferrero Rocher e do creme Nutella, também criou os chocolates Kinder e os doces Tic Tac.

O Presidente italiano Sergio Mattarella considerou Ferrero um dos líderes da indústria italiana, descrevendo-o como uma pessoa «sempre à frente do seu tempo graças a produtos inovadores, ao seu trabalho e ao seu caráter reservado».

O grupo Ferrero é uma das mais bem sucedidas empresas italianas do ramo da alimentação. Os anúncios de televisão dos bombons Ferrero Rocher tornaram-se ícones da publicidade nos anos 90 e levaram a marca Ferrero aos quatro cantos do mundo.

A história da empresa, no entanto, começa com o pai de Michele, Pietro, que começou a fazer Nutella quando o cacau ainda era racionado, na Segunda Guerra Mundial. Abriu a primeira fábrica em Alba, na região de Piemonte, norte de Itália, em 1942. O negócio passou para Michele quando o pai morreu, em 1949.

Michele criou os chocolates Kinder em 1968, os doces Tic Tac no ano seguinte e em 1982, os bombons Ferrero Rocher.

Em 1997 passou a empresa para os seus dois filhos Pietro e Giovanni, mas com a morte de Pietro em 2011, devido a um ataque cardíaco, Giovanni ficou como único diretor da empresa.

Em 2014 a família Ferrero foi colocada no 30º lugar do top da Forbes dos bilionários mais ricos do mundo.