O Presidente interino do Brasil, Michel Temer, o número dois do governo de Dilma Rousseff, já divulgou a lista com os nomes dos novos ministros do Governo brasileiro. A composição do novo executivo destaca-se pela ausência de mulheres. 

Os novos membros do governo vão assumir os cargos ainda esta quinta-feira, numa cerimónia marcada para as 15:00 (19:00 em Lisboa).

Michel Temer reduziu de 32 para 23 os ministérios brasileiros. Ainda não foram divulgados os nomes para os ministérios da Integração e das Minas e Energia, mas, até agora, não há nenhuma mulher no governo. 

O Senado aprovou, esta quinta-feira, a abertura do processo de destituição de Dilma Rousseff, que poderá permanecer afastada por um período de até 180 dias.

Dilma Rousseff reagiu à votação do Senado, considerando que se trata de um "verdadeiro golpe" e garantindo que não vai desistir de lutar.

 

Confira a lista dos ministros de Temer:

- Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

- Raul Jungmann, ministro da Defesa

- Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão

- Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo

- Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

- Bruno Araújo, ministro das Cidades

- Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

- Henrique Meirelles, ministro da Fazenda

- Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura

- Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil

- Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário

- Leonardo Picciani, ministro do Esporte

- Ricardo Barros, ministro da Saúde

- José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente

- Henrique Alves, ministro do Turismo

- José Serra, ministro das Relações Exteriores

- Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho

- Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania

- Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil

- Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-Controladoria Geral da União)

- Fábio Osório Medina, Advogacia Geral da União