Almofadas de assentos e janelas de avião foram encontrados ao largo da Ilha de Reunião, onde foi detetado há dias um fragmento da asa do avião da Malaysia Airlines desaparecido há mais de um ano.

“Também encontrámos destroços como janelas, chapas de alumínio e almofadas de assentos”, disse hoje à imprensa o ministro dos Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai.


O ministro adiantou no entanto que falta ainda confirmar se estes destroços pertencem ao MH370.

“Há pequenas peças, mas não podemos confirmar que sejam do MH370. Isso tem de ser feito pelas autoridades francesas”, disse.


Horas antes,  o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou que os destroços encontrados na Ilha de Reunião são mesmo do MH370 desaparecido em março de 2014.

“Hoje, 515 dias depois do desaparecimento do avião, é com o coração pesado que tenho de anunciar que uma equipa de peritos internacionais confirmou, de forma conclusiva, que os destroços encontrados na ilha da Reunião são de facto do MH370.”


Najib Razak afirmou ainda que o Governo malaio está comprometido em descobrir a verdade sobre o que aconteceu ao voo da  Malaysia Airlines.

"A equipa de peritos internacionais confirmou, de forma conclusiva, que os destroços encontrados na Ilha da Reunião são, de facto, do MH370", disse Najib Razak, numa declaração televisiva. 


Em Pequim, familiares de vítimas do acidente manifestaram desconfiança e irritação com o anúncio feito pela Malásia e juntaram-se frente aos escritórios da Malaysia Airlines na capital chinesa para pedir explicações.

“Não acredito nesta última informação sobre o avião, eles mentem-nos desde o princípio”, disse à agência France Presse Zhang Yongli, cuja filha viajava no MH370.

“Sei que a minha filha está algures, mas não nos dizem a verdade”, acrescentou o homem.


Num comunicado escrito à mão e colocado numa rede social chinesa, alguns familiares de vítimas manifestaram “sérias dúvidas” quanto às últimas informações e exigiram encontrar-se com um representante do governo malaio.

Wen Wancheng, pai de uma das vítimas, destacou, frente aos escritórios da companhia aérea em Pequim, a “grande cautela” dos peritos franceses e o facto de não terem “tirado uma conclusão” absoluta.

“Como é que se pode chegar à conclusão precipitada de que o avião caiu com base numa única peça? Pode ser de outro avião”, afirmou.