Notícia atualizada

Os especialistas internacionais que estavam à procura dos restos do avião da Malaysia Airlines abatido em julho no leste da Ucrânia tiveram de sair este sábado do local do acidente devido a bombardeamentos, segundo a OSCE.

Os inspetores ouviram tiros a uma distância de cerca de dois quilómetros e outros mais perto.

«Estavam suficientemente próximos para decidirem que tinham de abandonar o local, o impacto dos tiros de artilharia era muito barulhento e o chão tremeu», disse aos jornalistas o vice-chefe da missão na Ucrânia da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que supervisiona os especialistas, como noticia a Lusa.

No mesmo dia em que centenas de russos apelaram em Moscovo ao presidente russo para que «passe à ação» na Ucrânia através do envio de tropas que mantenham a paz, pondo termo aos conflitos sangrentos nesta ex-república soviética.

«Se uma pessoa tem poder, é preciso servir-se dele para passar à ação», gritaram os organizadores do protesto no arranque da manifestação, na qual participaram vários separatistas vindos da autoproclamada «República de Donetsk» (Donbass) na zona leste da Ucrânia.

De acordo com Konstantine Krylov, de 61 anos, editor de um portal nacionalista russo, citado pela agência France Presse, «a Rússia deve enviar tropas que mantenham a paz e protejam a população da Nova Rússia contra a guerra», cita a Lusa.