O vice-primeiro ministro ucraniano Volodymyr Groïsman alertou hoje que a Ucrânia não pode garantir a segurança dos peritos que se deslocaram ao local onde tombou o avião malaio e que é controlada pelos separatistas pró-russos.

«O poder ucraniano não pode garantir a segurança naquele território. A Rússia, nem por um instante, tomou a decisão de assegurar a segurança no local», declarou Groisman, durante uma conferência de imprensa, numa altura em que o Ocidente exige acesso «total e livre» dos inspetores internacionais à zona da tragédia, controlada pelos rebeldes.

A bordo do Boeing 777 malaio, que ligava Amesterdão a Kuala Lumpur na passada quinta-feira, seguiam 298 passageiros, tendo a aeronave sido derrubado presumivelmente por um míssil disparado pelos separatistas pró-russos da região.

Corpos todos removidos

A Agência France Presse (AFP) avança que todos os corpos das vítimas da queda do avião da Malaysian Arlines já foram removidos dos destroços. Segundo a mesma agência de notícias, os rebeldes pró-russos que guardavam a zona de impacto abandonaram, entretanto, o local, após a chegada dos investigadores. As equipas de emergência no local recusaram fazer quaisquer comentários sobre o sucedido.

De acordo com a Reuters, que cita funcionários dos caminhos de ferro, os cadáveres foram transportados para vagões de um comboio, com capacidade de refrigeração, estacionado na cidade de Torez, a 15 quilómetros da principal zona de impacto do avião.

Os monitores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) estiveram junto do comboio.

Também hoje, a Reuters divulgou imagens do aparente resgate de uma das caixas negras do avião, gravadas na sexta-feira.