Um jornalista mexicano foi morto a tiro durante o evento de Natal da escola primária do filho, na cidade de Acayucan, no México, na passada terça-feira. Segundo informação dos media locais, citados pelo The Guardian, dois homens armados entraram dentro do edifício, enquanto decorria o espetáculo, e mataram Gumaro Pérez Aguilando em frente às crianças.

Gumano, para além de ter trabalhado no departamento de comunicação do governo local, fundou o site de notícias La Voz del Sur, na cidade de Acayucan, no estado de Veracruz, onde o crime organizado e os cartéis de droga têm sido cada vez mais.

O estado de Veracruz é um dos locais mais perigosos no mundo para os jornalistas. Pelo menos 19 repórteres foram mortos entre 2010 e 2016, durante a administração do anterior governador, Javier Duarte, que fugiu do México mas foi obrigado a voltar para enfrentar acusações de corrupção.

“Continua a ser o mesmo pesadelo. Nada nem ninguém nos protege. Os criminosos têm a permissão para fazer o que querem”, declarou Miguel Ángel Díaz, fundador do jornal online Plumas Libres.

De acordo com os Repórteres Sem Fronteiras, o México assinalou em 2017 onze homicídios de jornalistas, ficando muito próximo da Síria, que é o país com mais mortes de trabalhadores da comunicação social do mundo pela sexta vez consecutiva.