Os 43 estudantes desaparecidos em Iguala, no México, em setembro, foram «todos raptados e mortos». O procurador-geral Jesus Murillo Karam não tem dúvidas de que «sim», estão todos mortos. Raptados, mortos e incinerados alegadamente pela polícia. Os seus pertences deitados ao rio.

É a primeira vez que os investigadores são perentórios a afirmar que os 43 futuros professores estão mortos. Uma garantia que surge depois de meses de investigações, uma centena de detidos, 39 confissões, 400 testemunhos recolhidos e 500 testes forenses. No entanto, apenas o ADN de um dos estudantes foi confirmado e a equipa austríaca que prestou apoio forense às autoridades mexicanas admitiu ser impossível reconstruir o ADN de cinzas, dadas as elevadas temperaturas em que alegadamente os corpos foram queimados.  

Mesmo assim, tal não abala a convicção das autoridades. O autocarro em que seguiam foi intercetado pela polícia e os estudantes entregues a gangues. Raptados, mortos e queimados, como revela a SKY.

Mas o caso promete não ficar por aqui. O procurador disse que só descansa e dá o caso por encerrado quando prender o último responsável. As famílias não acreditam nas provas, nas evidências, só na fé. E na sua fé vão continuar a procurar, a rezar, e a acreditar que os seus ente-queridos continuam vivos.