O Ministério Público mexicano está a aguardar os resultados das autópsias a 28 corpos carbonizados e encontrados numa vala comum na região de Guerrero.

A investigação suspeita que os cadáveres pertencem a alguns dos 43 estudantes desaparecidos após confrontos com a polícia a 27 de setembro. 
 
As autoridades atiraram sobre os autocarros onde seguiam dezenas de futuros professores em protestos contra a falta de medidas do governo para proteção da profissão e discriminação dos professores rurais.

O saldo dos confrontos foi de seis mortes oficiais, mas testemunhas revelaram que muitos dos estudantes foram levados em carrinhas da polícia. Em consequência dessa ação policial, 22 polícias estão detidos pelo tiroteio e um deles já admitiu o homicídio de 17 estudantes.

Desde então, outros colegas têm-se manifestados nas ruas e cortado estradas exigindo saber o paradeiro dos colegas.

A vala comum foi descoberta no sábado, após uma «pista anónima», e o anúncio feito no domingo, como revela a BBC.

A procuradoria-geral mexicana desconfia de que há mais por trás e suspeita das relações entre as autoridades e gangues. Para além dos polícias, o Ministério Público já emitiu mandados de captura para o presidente da câmara de Iguala e o seu «vice».

O procurador de Guerrero aguarda agora os resultados dos exames forenses e adianta que essa investigação pode demorar duas semanas.