Os dados das caixas negras do avião russo que caiu na península de Sinai apoiam a teoria de que se tratou de um atentado. De acordo com uma fonte próxima da investigação, citada pela Agência France Press, na s comunicações de voz ouve-se,a um dado momento, "uma explosão repentina", que afasta o cenário de acidente.

A mesma fonte explicou que “estava tudo normal” até aos primeiros 24 minutos de voo, momento em que se ouve “uma explosão repentina”. Depois "é como senão restasse mais nada".

“Estava tudo normal durante o voo, absolutamente normal e, de repente, é como se não restasse mais nada.”


Paralelamente, outra fonte próxima dos peritos indicou à France 2 que nas gravações distingue-se perfeitamente "o som de uma explosão durante o voo", e que essa explosão não foi causada por uma falha no motor. 

O ministro egípcio da avião tinha sublinhado que as caixas estavam parcialmente danificadas, mas, agora, tudo indica que tenha sido possível extrair dados cruciais para apurar as causas da tragédia.

Estas novas informações sobre a análise às caixas negras do avião russo apoiam as suspeitas do Reino Unido e dos Estados Unidos, de que havia uma bomba a bordo do avião.

A hipótese de o avião da Metrojet, que caiu no sábado com 224 pessoas a bordo, ter sido alvo de um atentado ganha força e alimenta um clima de insegurança em relação ao espaço aéreo egípcio.

Depois de o Reino Unido e a Irlanda terem suspendido os voos de Sharm al-Sheikh, esta quinta-feira a Rússia seguiu as pisadas, decretando a suspensão de todos os voos russos para o Egito. Um porta-voz do Kremlin sublinhou que a medida vai vigorar até serem conhecidas as causas da tragédia que provocou 224 mortos.

“Até termos determinados as verdaderias causas sobre o que aconteceu, vamos parar os voos russos para o Egito.”