No campo de refugiados de Eko, na Grécia, a família de um menino sírio de seis anos com uma doença terminal desespera por ajuda.

Alayman Daar sofre de distrofia muscular - uma doença genética sem cura que provoca fraqueza muscular e, eventualmente, a perda de massa muscular -, e só a medicação e terapia podem aliviar os sintomas e prolongar o tempo de vida.

Os pais, Wasel e Johaina, decidiram abandonar a Síria quando a guerra civil avançou de tal forma que deixaram de ter acesso aos cuidados médicos que a criança precisava.

De acordo com a reportagem da CNN, o objetivo era chegar à Europa, a um sítio seguro onde conseguissem ajuda médica para Alayman, mas a “terra prometida” depressa virou pesadelo.

Abandonados num acampamento junto à fronteira com a Macedónia, pouco mais podem fazer do que ver o filho a morrer nos seus braços.

 A filha mais nova do casal, Bisan de apenas um ano, começa a dar sinais da mesma doença.

Quem me dera que tivéssemos acesso a cuidados médicos próprios, mas nesta tenda é muito difícil”, confessou a mãe, Johaina. “A única razão para termos deixado a nossa casa foi para procurar tratamento para o nosso filho. E agora a minha filha tem os mesmos sintomas.”

A única forma de alimentar Alyaman é administrando pequenas quantidades de leite em pó através de uma seringa. O único sinal de que está consciente são as pálpebras semiabertas. Os braços estão contorcidos, o corpo rígido e o rosto inexpressivo.

Os pais estão conscientes de que lhe resta muito pouco tempo.

É tarde demais para o meu filho. Mas preciso de ajuda para salvar a minha filha. Não quero que ela sofra como o irmão", acrescentou Johaina.

Desde a reportagem da CNN, foi garantida aos pais de Alyaman ajuda médica na Suíça. Os médicos garantem que a condição do menino pode melhorar, apesar de a doença não ter cura.