O Canadá concedeu asilo à família do menino sírio que morreu afogado numa praia turca e cuja imagem correu o mundo, despertando-o para o drama dos refugiados.

Segundo a BBC, a tia do pequeno Aylan Kurdi, Tima Kurdi, que vive perto de Vancouver, disse que as autoridades de imigração canadianas a informaram sobre a “aprovação” do estatuto de refugiado para o tio de Aylan, mulher e cinco filhos.

Depois de ter perdido o filho Aylan, e ainda outro, Galip, bem como a mulher, o pai Abdullah Kurdi, ficou sem vontade de ficar na Europa. Viu-os morrer na travessia marítima que os faria chegar ao Velho Continente e, daí, precisamente  para o Canadá, onde tinha aqueles parentes.

Com a tragédia no peito, recusou o asilo com que sonhou e quis regressar à Síria para dar um funeral digno à sua família. 

O Canadá vai iniciar na próxima semana uma ponte aérea para receber 10 mil refugiados sírios até final de dezembro e mais 15 mil em janeiro e fevereiro.

Portugal ficou muito sensibilizado com o drama da família de Kurdi e de tantos outros refugiados. Um grupo de voluntários formou a Caravana Aylan Kurdi, criando um autêntico movimento solidário que levou 66 toneladas de alimentos, roupa e medicamentos para refugiados na Croácia.