Ashya King, o menino de cinco anos do Reino Unido que recebeu um tratamento inovador para o cancro na República Checa, foi declarado livre da doença.

O anúncio foi feito pelos pais ao jornal britânico «The Sun», que com esta boa notícia não se arrependem de nenhum dos passos que deram para levar o filho até Praga, mesmo as acusações de rapto e o mandado de captura internacional, que os levaram até uma prisão espanhola.

Tudo valeu a pena pela saúde do filho, vítima de um tumor cerebral. O pai não tem dúvidas de que se o filho tivesse ficado entregue aos cuidados do serviço de saúde britânico, «já não estaria com eles», porque estava muito fraco e não aguentaria as sessões de radioterapia.

A radioterapia foi a questão que desencadeou toda a aventura desta família. Os pais opuseram-se a que o filho fosse submetido a novos tratamentos de radioterapia e queriam que ele recebesse um tratamento inovador e menos agressivo numa clínica de Praga. O serviço de saúde, por seu turno, opunha-se a esta medida. Resultado, os pais tiraram o menino do hospital sem alta médica e saíram do país.

O Reino Unido acusou os pais de raptado. Foram detidos em Espanha, mas libertados pouco depois. Perante a mediatização do caso, a justiça britânica deixou cair o mandado de captura internacional e os pais foram livres de levar a criança para Praga, na República Checa, para receber tratamento com protões.
 
 

Em outubro do ano passado, Ashya saía do hospital de Praga, após 30 sessões com protões, e já em cadeira de rodas.



Daí em diante, as melhoras têm, segundo a família, sido uma constante. Há poucos dias, o «The Mirror» noticiou que Ashya já conseguia dar alguns passos sozinho.
 
 
Uma história com final feliz para sempre ou por agora. Uma coisa é certa, esta família, que receia regressar ao Reino Unido e tem vivido desde então em Espanha, está feliz. Ashya tem um futuro.