O governo de aceitou esta terça-feira que o navio humanitário Aquarius atraque num dos seus portos e desembarque os 141 migrantes resgatados na costa da Líbia, na semana passada.

Malta fará uma concessão e permitirá ao navio entrar nos seus portos, apesar de não ter obrigação legal de fazê-lo", refere um comunicado do governo, citado pela agêncica de notícias Reuters.

A posição do governo maltês porá assim fim a um impasse europeu sobre quem deveria aceitar o desembarque do navio, que navega nas águas do Mediterrâneo.

Malta servirá como base logística e todos os 141 migrantes a bordo serão distribuídos entre França, Alemanha, Luxemburgo, Portugal e Espanha", salienta o comunicado.

A lista de cinco países dispostos a acolher os refugiados, incluindo Portugal, foi também confirmada por fonte da Comissão Europeia, segundo a agência Reuters.

Antes, o próprio ministro da Administração Interna português garantira a disponibilidade do país para acolher 30 pessoas.

O governo de Malta afirmou também que outros 114 migrantes foram resgatados no mar e levados para Malta, na segunda-feira. Sessenta destes serão distribuídos entre outros estados membros da União Europeia.