tinha resgatado 741 migrantes



Este ano, 1770 migrantes já morreram ao tentarem fazer esta viagem.  Esta quarta-feira a Comissão Europeia propôs, esta quarta-feira, que os Estados-membros da UE acolham 40 mil refugiados, dos quais 1.701, provenientes da Síria e da Eritreia, deverão ser recebidos por Portugal nos próximos dois anos. 

O debate sobre os fluxos de migrantes que, através do Mediterrâneo, tentam chegar à Europa em viagens clandestinas, sem condições de segurança, tornou-se um dos pontos fortes da agenda dos mais altos responsáveis da União Europeia após um naufrágio, em abril, que provocou cerca de 800 mortos e que foi apontado como uma das piores tragédias marítimas do pós-guerra.  

O naufrágio, que sensibilizou o mundo para a crise no Mediterrâneo, motivou a realização de um Conselho Europeu extraordinário, em Bruxelas. A União Europeia decidiu, nessa cimeira extraordinária, triplicar o orçamento para as buscas e salvamento no Mediterrâneo. Jean-Claude Juncker anunciou que o orçamento para a missão "Triton" é agora igual ao do antigo programa italiano "Mare Nostrum".  

Portugal mostrou-se, na altura, disposto a participar no esforço da União Europeia, com vista a prevenir mais mortes e a combater o tráfico humano, como assegurou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. 

Além disso, foi anunciado um plano de contingência para combater as redes de tráfico ilegal de migrantes. As novas medidas implementadas incluem a destruição dos barcos dos grupos criminosos e, por outro lado, a distribuição de migrantes pelos vários países