Por vezes existe a sensação de que as melhores ilhas do Mediterrâneo estão constantemente sobrelotadas durante o verão ou, por outro lado, que os destinos mais bonitos encontram-se a uma distância inalcançável, estando apenas disponíveis os locais massificados. 

No entanto, alguns lugares ainda são uma porta para o paraíso. Estas pequenas, tranquilas e remotas ilhas são o exemplo disso mesmo. Dez maravilhosas ilhas escondidas no Mediterrâneo: 


Iles Sanguinaires (França)


Mezzu Mare é a ilha principal das "Ilhas Sangrentas". Apesar do nome assustador, tranquilidade é o sinónimo destas quatro ilhotas na costa ocidental da ilha francesa Córsega. Famosas pelo pôr-do-sol roxo, onde o mar e o céu parecem sangrar, enquanto rochas vulcânicas avermelhadas criam um panorama noturno aliciante. As centenas de navios afundados são uma aventura para quem gosta de praticar mergulho, com a oportunidade de explorar enigmáticas "ruínas aquáticas".  


Ile Piana (França)


Ainda em França, ao largo da ponta sul de Córsega, existe esta pequena ilha, que dependendo dos níveis da maré e da resistência de cada um, pode ser alcançada a nado ou simplesmente a caminhar a partir da praia Piantarella. Uma vez atingida as margens, os visitantes podem recarregar baterias numa das águas mais claras do mediterrâneo.


Linosa (Itália) 


A principal vila da ilha resume-se a um conjunto de moradias verdes e rosas. Esta ilha vulcânica, em forma de anel, está mais próxima da Tunísia do que da Sicília. A praia de Pozzolana possui camadas vermelhas e amarelas de enxofre. Se fizer mergulho vai ser surpreendido por uma negra paisagem cristalina. A ilha é  ainda o lar das tartarugas-cabeçudas, onde existe um hospital dedicado à sua proteção. O centro da ilha esconde o Monte Vulcano, um vulcão já extinto e camuflado por vegetação. 


Palmarola (Itália)


Também na Itália, esta selvagem e perdida ilha do tesouro é considerada uma das mais bonitas do mediterrâneo.  Um regresso ao período Jurássico, com vegetação exuberante , águas azuis fluorescentes, grutas e falésias.


Alicudi (Itália)


Sem eletricidade e engenhocas , o único transporte em torno desta ilha italiana é o burro " táxi ". Não há ruas alcatroadas, apenas 25 quilómetros de trilhos que se enroscam em torno da ilha, com camadas de habitações caiadas de branco. Alicudi oferece praias silenciosas e zero poluição sonora.
 


Susak (Croácia)


Uma ilha escondida, com menos de 200 habitantes e cerca de três quilómetros. É conhecida pelos vestígios romanos e as famosas uvas. O dialeto dos moradores é até hoje difícil de compreender para a maioria dos croatas. As ruas em pedra desta antiga cidade é, como o resto da ilha, livre de carros. Apenas tractores, carrinhos-de-mão e bicicletas podem circular. Bancos e caixas-multibanco não estão disponíveis, só um posto de correios. As rasas águas e areia quente têm fama de ter propriedades curativas. 
 


Chrisi (Grécia)

 
Uma exótica e antiga ilha pirata repleta de palmeiras, dunas de areia e águas esmeralda, localiza-se a sul da ilha Creta. Uma densa floresta de cedro, uma capela medieval, ruínas minoicas e grutas romanas. A praia de Belegrina é conhecida como a "praia dourada", por estar coberta de conchas partidas, corais e fósseis ao longo de todo o areal. 


Serifos (Grécia)


Nas ilhas Cíclades, os viajantes podem desfrutar do um luxuoso bronzeado nas praias Karavi e Ampeli. O aroma a tomilho selvagem e a figos são uma das particularidades. Outra curiosa caraterística é a branca vila Chora, que está sentada sobre um penhasco rochoso, cor de ferrugem.

Bozcaada (Turquia)


Uma ilha desenhada na costa do mar Egeu da Turquia, que de acordo com o poema  Ilíada, de Homero , é o local onde a frota grega se escondeu, aguardando pelo sinal de Ulisses para invadir Tróia. Pescadores, pastores e soldados eram os únicos habitantes, o seu legado é uma cidade labirinto com casas pitorescas. 


​Medes (Espanha)


O maravilhoso nordeste da Costa Brava, pode ficar lotado de visitantes no verão, mas estas sete ilhas ao largo da vila piscatória de Estartit são bastante tranquilas. Visitas guiadas por biólogos são realizadas duas vezes por ano ao arquipélago. Os recifes de Carall Bernatt e Tascons estão recheados de lagostas, garoupas gigantes e outros predadores maiores.