As autoridades médicas de Gaza revelaram esta segunda-feira terem sido recuperados mais 16 corpos do último raide aéreo israelita no domingo, elevando a 502 o número de vítimas mortais da ofensiva de Israel na região.

Além das vítimas palestinianas diversas fontes referem ainda 18 mortos, entre os quais dois norte-americanos, entre as forças israelitas.

Já esta segunda-feira, um raide israelita provocou a morte a nove pessoas da mesma família, entre os quais sete crianças. O porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf al-Qudra, explicou que as vítimas foram mortas quando a aviação atacou a casa onde se encontravam.

Israel nega soldado sequestrado

O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Ron Prosor, negou que algum soldado do seu país tenha sido sequestrado na operação terrestre na Faixa de Gaza.

Ron Prosor negou versões sobre um alegado sequestro em declarações aos jornalistas à margem da reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada para analisar a situação em Gaza.

«Não há qualquer soldado israelita sequestrado. Esses rumores são falsos», afirmou o representante de Israel na ONU.

ONU preocupada

O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou domingo preocupação com o número crescente de vítimas mortais em Gaza e lançou um apelo a um cessar-fogo imediato. «Os membros do Conselho de Segurança manifestaram preocupação relativamente ao crescimento do número de vítimas», disse o embaixador Eugene Richard Gasana, que lidera o órgão de 15 Estados.

O mesmo responsável disse também que os membros do Conselho de Segurança «pediram o fim das hostilidades» entre Israel e Gaza.

A organização Médicos Sem Fronteiras apelou a Israel para parar de bombardear civis e respeitar o pessoal médico e as unidades de saúde.

Os Médicos Sem Fronteiras sublinham que desde o início da ofensiva que a maioria das vítimas mortais são civis e que no hospital Al-Shifa, onde a organização trabalha, a maioria dos feridos que chegam aos serviços de emergência são mulheres e crianças.

A organização acrescenta também que metade dos feridos que chagam à reanimação, acaba por morrer e que os restantes necessitam de cirurgias de emergência, sendo que metade deles são crianças.

Este domingo, o Presidente norte-americano, Barack Obama, apelou a um «cessar-fogo imediato» em Gaza.