Por: Redacção | 2- 9- 2010 22: 6
A administração norte-americana presidida por Barack Obama, aproveitou o início das negociações do processo de paz no
Oriente Médio para obter o compromisso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e do líder da Autoridade Palestina,
Mahmoud Abbas, de se reunirem regularmente a cada duas semanas já a partir a 14 de Setembro, possivelmente no Egipto.
A
Casa Branca promoveu as negociações que decorrem à porta fechada no Departamento de Estado, em Washington, com a supervisão
da Secretária de Estado Hillary Clinton.
Segundo o porta-voz da casa Branca, George Mitchell, ambas as partes concordaram
num conjunto de princípios de negociação, e, de acordo com o calendário proposto por Obama, que também poderá coincidir com
a terceira reunião com a Assembleia Geral Nações Unidas, a ser realizada em Nova Iorque entre 23 e 30 de Setembro.
Questionado
sobre em que é que as actuais negociações de paz são diferentes das anteriores, Mitchell respondeu: «Há uma diferença óbvia.
O presidente Obama definiu-o como uma prioridade na sua agenda, logo após assumir o cargo».
Mitchell referia-se às
iniciativas de Bill Clinton, em 2000, e George W. Bush, em 2007, em finais de mandato.
No início do diálogo formal,
Netanyahu propôs que ambas as partes devem concordar em fazer «concessões mútuas e dolorosas» e que o reconhecimento do Estado
palestiniano passa pelo reconhecimento da Nação judaica. O primeiro-ministro israelita insiste nas questões de segurança como
principal obstáculo à paz, dois dias depois de mais um ataque do Hamas.
A ronda de negociações realizada nos Estados
Unidos, em 2007, terminou sem resultados concretos, em parte, devido ao lançamento de rocketes do Hamas sobre a população
israelita, levando a uma ofensiva militar de Israel contra Gaza.
Abbas adverte Natanyahu
O presidente
da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmud Abbas, disse ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que as negociações
directas, retomadas esta quinta-feira em Washington, acabarão se Israel relançar a construção nos colonatos, anunciou um alto
responsável palestiniano.
Nabil Chaath disse aos jornalistas: «O presidente disse-lhe claramente que sem paragem
da colonização não poderíamos prosseguir as negociações».
Este dirigente palestiniano falou à imprensa após a reunião
desta quinta-feira, entre Abbas e Netanyahu.
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