O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, anunciou esta segunda-feira um plano de combate à radicalização e ao terrorismo que inclui a criação de centros em todo o país para reeducar jovens que se tenham radicalizado ou que apresentem risco de o fazer.

Este plano visa reforçar a vigilância sobre os jovens ativos em redes jihadistas ou que corram o risco de se juntar a elas.

De acordo com o jornal francês Le Parisien, serão quase 10 mil os franceses referenciados pela polícia como radicalizados e perigosos.

A luta contra o jihadismo é, sem dúvida, o grande desafio da nossa geração”, afirmou Valls durante o discurso em que anunciou as 80 medidas antiterrorismo. “A radicalização e o terrorismo estão relacionados”.

De acordo com a imprensa francesa, o primeiro centro deverá abrir já este verão. Segundo Valls, esses locais vão receber pessoas recomendadas pelas autoridades judiciais que “não podem ser detidas”.

O objetivo é criar dez estabelecimentos no país nos próximos dez anos.

Entre as restantes medidas estão a expansão do programa que permite aos cidadãos denunciar, pelo telefone, pessoas têm potencial de ou que já se radicalizaram, o reforço do controlo de pessoas com profissões sensíveis (como trabalhadores dos aeroportos), a criação de bolsas de estudo para o desenvolvimento de pesquisas sobre o assunto, o aumento da segurança em locais específicos e um programa de suporte a vítimas de terrorismo.

O plano vai custar 40 milhões de euros até 2018 e é parte da resposta aos ataques de Paris que, em novembro último, fizeram 147 mortos.