Pelo menos 11 pessoas morreram e 20 ficaram feridas na sequência de um ataque aéreo a um hospital dos Médicos Sem Fronteiras, uma Organização Não Governamental (ONG), na cidade de Abs, no Iémen, avança a agência noticiosa AFP.

O ataque aéreo foi da responsabilidade da coligação liderada pela Arábia Saudita. Uma testemunha no local disse à agência Efe que dois terços do hospital ficou destruído.

Um voluntário da organização está entre as vítimas mortais, juntando-se a 10 pacientes que também perderam a vida. 

Uma testemunha deste ataque disse à Reuters que depois do bombardeamento os voluntários da organização não conseguiram evacuar os feridos, porque os aviões da coligação continuavam a sobrevoar o local, deixando a ameaça de um novo ataque.  

A localização do hospital era conhecida e as coordenadas do GPS foram, repetidamente, partilhadas com as duas partes do conflito, incluindo a coligação liderada pela Arábia Saudita”, revelou a Organização Médicos Sem Fronteiras, num comunicado ao qual a Reuters teve acesso.

Este é o quarto ataque a instalações dos Médicos Sem Fronteiras em menos de 12 meses

Este bombardeamento acontece menos de 48 horas após a organização dos Médidos Sem Fronteiras ter acusado a coligação de ter causado a morte a dez crianças ao atacar uma escola religiosa em Saada, outra província liderada por rebeldes no norte do Iémen, refere a AFP.

Esta informação foi desmentida pela coligação, que afirmou tratar-se, isso sim, de uma escola para treino de tropas rebeldes, onde havia soldados menores de idade.

A coligação liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelo Irão luta contra os rebeldes de etnia ‘huthis’ desde março de 2015. 

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o ataque aéreo de domingo e pediu que fosse aberta uma investigação, que a coligação se comprometeu a conduzir.