Um responsável da investigação operacional dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) Rony Zachariah disse hoje que a situação é catastrófica na Serra Leoa, onde o Ébola dizimou aldeias inteiras e causou mais mortes do que o anunciado.

«Doentes morreram e comunidades desapareceram e isso não aparece nas estatísticas», declarou Zachariah à agência France Presse, à margem de um congresso médico em Barcelona, adiantando que o número oficial de mortos é «muito inferior ao da realidade».

A febre hemorrágica Ébola, muito contagiosa, causou desde o início do ano até 27 de outubro pelo menos 4.922 mortos em 13.703 casos registados, na sua quase totalidade em três países: Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).