Os ataques aéreos no norte da Síria atingiram 12 hospitais nas últimas semanas, matando 35 doentes e funcionários, denunciaram os Médicos Sem Fronteiras (MSF), nesta quinta-feira, através de comunicado.

Esta ONG, que presta cuidados de saúde a populações em situações de emergência, afirma que os ataques a unidades hospitalares aumentaram significativamente, mas não identifica os responsáveis pelos bombardeamentos, que coincidem com o início das ofensivas russas no país.
 
Além das 35 mortes registadas, os Médicos Sem Fronteiras dizem que outras 72 pessoas ficaram feridas nos ataques aéreos aos hospitais em Alepo, Idlib e Hama, e que seis unidades foram mesmo forçadas a encerrar.
 
O responsável pelos MSF na Síria, Sylvain Groulx, condena, no mesmo comunicado, a passividade internacional perante as atrocidades cometidas naquele país.
 
“Depois de mais de quatro anos de guerra, continuo espantado com a forma como as leis internacionais de Direitos Humanos podem tão facilmente ser desrespeitadas por todas as partes deste conflito”, lamenta.
 
Os combates entre rebeldes e as forças leais a Bashar al-Assad intensificaram-se deste a intervenção da Rússia na Síria, no final de setembro.