O médico ginecologista congolês Denis Mukwege venceu o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu.

O prémio foi decidido «por unanimidade», disse o presidente do PE, Martin Schulz, congratulando o médico da República Democrática do Congo pela sua «luta pela proteção das mulheres».

Denis Mukwege irá receber o prémio em Estrasburgo no dia 26 de novembro.


Os outros nomeados para o Prémio Sakharov eram o movimento ucraniano Euromaidan (que derrubou o presidente Viktor Yanukovich), que recebeu uma menção especial da conferência de líderes dos grupos políticos do PE, e a activista Leyla Yunus, que está detida pela sua luta pelos direitos das minorias étnicas no Azerbaijão.

Denis Mukwege, de 59 anos, fundou um hospital em 1998, durante a guerra na RDCongo, para ajudar as mulheres que são violadas. As violações ainda são utilizadas como arma de guerra neste país africano. O ginecologista continua, portanto, a ver pacientes e realiza cirurgias dois dias por semana.

O Prémio Sakharov, instituído em 1988, é a forma do Parlamento Europeu homenagear uma figura ou uma organização pelo seu papel na defesa dos direitos humanos.

Em 2013, este prémio foi para a paquistanesa Malala Yousafzai, agora Prémio Nobel da Paz. Denis Mukwege chegou a estar também entre os nomeados para o Nobel da Paz.