A Argentina vai escolher, a 22 de novembro, numa inédita segunda volta, o seu novo Presidente, entre o candidato escolhido pela presidente Cristina Kirchner, Daniel Scioli, e o conservador Mauricio Macri, já que nenhum candidato obteve os votos suficientes nas eleições de domingo.

Com 97% dos votos apurados, Mauricio Macri liderava a contagem, com 36,8%, contra 35,4% de Daniel Scioli.

As sondagens davam claro favoritismo ao candidato apoiado pela Presidente, porém os resultados eleitorais não confirmaram a vantagem, obrigando Scioli e disputar uma segunda volta com Macri. Para o candidato do “Cambiemos” (Vamos Mudar) este é um momento histórico.

“O que aconteceu hoje (domingo) vai mudar a política neste país”, disse Macri na sede de campanha do partido, perante milhares de apoiantes.


Como conta a Reuters, na sede de Scioli os resultados foram recebidos com silêncio pelos apoiantes do candidato, que esperavam uma vitória clara.

No seu discurso, Scioli avisou os eleitores que os dois candidatos têm duas visões “muito diferentes” e que Macri planeia cortar benefícios sociais, como o subsídio dado às mães por cada um dos filhos.
Sergio Massa era o terceiro entre os seis aspirantes à presidência, com cerca de 21% dos votos.
 
Segundo a lei argentina, para ser eleito à primeira volta um candidato tem de obter 45% dos votos, ou 40% com dez pontos de vantagem sobre o segundo mais votado.
 
Este mecanismo de duas rondas existe desde 1973, mas nunca umas eleições chegaram à segunda volta.