Matthieu Ricard tem 68 anos e nasceu em Paris. Desde 2007, que é considerado o «Homem mais feliz do Mundo». Um título conquistado com base num estudo científico, escreve o jornal «El País».

Ligaram-lhe 256 elétrodos ao cérebro e foi submetido a uma série de ressonâncias magnéticas. O resultado revelou que o seu nível de atividade no córtex pré-frontal esquerdo, associado às emoções positivas, era muito superior à média. Uma atividade nunca antes detetada em outro ser humano. Corria o ano de 2007 e Matthieu tornou-se no «Homem mais feliz do Mundo». Um título que, por ironia ou talvez não, não deseja.

«Não podemos medir a felicidade no cérebro. Não se podem medir emoções como a empatia ou o afeto. Ou o medo ou a raiva», afirmou numa entrevista ao «El País». Aliás, diz mesmo que «aquilo a que chamamos felicidade não existe, porque são muitas qualidades humanas que se juntam».

Matthieu Ricard é filho de um conhecido escritor e filósofo, Jean François Ravel. Sua mãe, Yahne Le Toumelin era pintora. Cresceu num mundo privilegiado e rodeado de intelectuais e artistas.

Estudou biologia molecular no Instituto Pasteur, em Paris, na década de 60. Em 1967 foi, pela primeira vez, à Índia e mudou a sua visão do Mundo. Regressou mais seis vezes e terminou a sua tese em 1972. Nessa altura decidiu abandonar os estudos científicos e dedicou-se à meditação. O seu professor e mentor no universo budista foi Kangyur Rinpoche.

Quando sentiu que «era outra pessoa» decidiu viver num mosteiro no Nepal, perto dos Himalaias, no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling.

As suas palavras estão longe da imagem habitual de monges tibetanos e Matthieu Ricard revela, segundo o jornalista do «El País», um sentido de humor muito apurado, fazendo rir quem está à sua volta.

Mas além de se dedicar à meditação, Matthieu Ricard também é autor de vários livros e, apaixonado por fotografia, também se dedica a mostrar o Tibete ao mundo. Ligado a muitos projetos de caridade é, muitas vezes, requisitado pelo Dalai Lama, para ser o seu tradutor de francês.

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