Pelo menos 115 imigrantes subsaarianos conseguiram saltar o muro fronteiriço que separa Ceuta de Marrocos no dia em que se celebra a Páscoa muçulmana, atacando os guardas com ácido de baterias de carros, cal viva e fezes humanas. Do ataque resultaram sete agentes feridos, tendo um deles sido transportado para o hospital.

Os imigrantes aproveitaram o facto de as forças marroquinas estarem menos alerta, devido à oração coletiva feita ao ar livre que marca o início da Festa do Sacrifício, para fugirem, noticia o La Vanguardia.

Segundo fontes da Guardia Civil, o assalto ao muro ocorreu por volta das 9:00 locais, quando os imigrantes conseguiram ter acesso à zona fronteira perto da Fazenda Berrocal, onde existe uma maior facilidade para chegar ao perímetro por haver pontos sem visibilidade. Foi também neste local que a 26 de julho, 602 imigrantes conseguiram entrar em Ceuta.

As autoridades espanholas desejaram as melhoras aos agentes através das redes sociais.

Uma vez em Ceuta, os subsaarianos continuaram em fuga, a caminho do Centro para a Permanência Temporária de Imigrantes (CETI), que ainda está lotado devido à última chegada maciça de imigrantes.

As ambulâncias da Cruz Vermelha, que estavam no local da oração que marca o início da Páscoa muçulmana, tiveram de deixar o local para se deslocarem ao CETI, onde assistiram vários subsaarianos com feridas, cortes e contusões.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou publicamente todo o seu apoio às Forças e Corpo de Segurança do Estado, em particular aos agentes da Guardia Civil feridos esta quarta-feira, durante o ataque por parte dos imigrantes.

Em menos de um mês, mais de 800 subsaarianos conseguiram entrar em Ceuta.

Um total de 1.426 migrantes, a maioria da África subsaariana, conseguiu entrar ilegalmente em Ceuta desde janeiro, e quase metade (602) no assalto em massa ao fosso fronteiriço que ocorreu em julho.

Os números do Ministério do Interior de Espanha indicam que, de 1 de janeiro a 15 de julho, 824 imigrantes entraram em Ceuta, para além dos 602 que forçaram a entrada no enclave espanhol do norte de África, aumentando para 1.426 o número de pessoas que entraram na cidade situada na margem sul do Mediterrâneo.