O navio português Viana do Castelo resgatou esta quarta-feira 182 imigrantes ao largo da Líbia, que foram entregues esta quinta-feira às autoridades italianas.

Segundo o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), na madrugada de quarta-feira, 89 imigrantes estavam à deriva num bote de borracha a noroeste da cidade líbia de Misratah e foram recolhidos.

Entretanto, mais duas missões de busca e salvamento marítimo permitiram resgatar «outros 93 imigrantes de diversas nacionalidades centro-africanas».

«Concluídas as buscas (…) localizou-se uma embarcação de borracha à deriva, com cerca de 7 metros de comprimento, tendo sido recolhidos, pelas 15h30 (horas locais), outros 93 imigrantes de diversas nacionalidades centro-africanas. Foram prestados aos imigrantes todos os cuidados médicos e sanitários durante o trajeto de 210 milhas até à chegada ao porto de desembarque», pode ler-se no comunicado do EMGFA citado pela Lusa.


O navio de patrulha oceânica atracou esta manhã em Porto Empedocle, na Sicília, com os 182 imigrantes a bordo, que «foram encaminhados para as autoridades Italianas competentes».

No quadro da Operação Tríton 2014, da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia, este navio «salvou, até ao momento, 585 imigrantes em dificuldades que tentavam atravessar o Mediterrâneo».

O navio da Marinha portuguesa termina em 30 de novembro a sua participação nesta missão da União Europeia de controlo dos fluxos migratórios a sul da Sicília.