Em 2007, três combatentes da Al-Qaeda abriram fogo quando Mike, o primeiro elemento da equipa, entrou na sala onde estavam os rebeldes perto de Falluajah, no Iraque, atingindo-o com 27 balas, 11 das quais foram paradas pelo fato de proteção.

«Fui baleado nas duas pernas, nos dois braços, o meu polegar esquerdo quase foi amputado, fui baleado no abdómen e tive uma bolsa de colostomia por um ano, a minha omoplata direita ficou partida, fui baleado duas vezes na nádega e uma no escroto e o facto de ter sido baleado tanta vez fez com que ficasse com contusões nos pulmões e com costelas fraturadas», explica Mike Day, no blog pessoal.

Antes de receber alta médica foi premiado com a mais antiga condecoração militar dada aos militares americanos que se destacam na guerra, o «Purple Heart». Durante os anos seguintes, recebeu tratamento devido às perturbações de stress pós-traumatico, no «Carrick Brain Centers», no Dallas.

Mike garante que o maior objetivo que tem é «cuidar e levar os irmãos feridos» para a instituição que o acolheu. Para conseguir angariar algum dinheiro, terá de nadar 1,9 quilómetros, fazer cerca de 90 quilómetros de bicicleta e correr outros 20 no menor tempo possível. O prémio é a choruda quantia de 60 mil euros.

«A Fundação de Tratamentos Cerebrais é uma divisão sem fins lucrativos do ‘Carrick  Brain Center’, uma organização que oferece programas de tratamento personalizado para os indivíduos que sofrem de traumatismos cranioencefálicos e outros problemas neurológicos. Eu tenho visto os resultados do trabalho deles e estou confiante de que eles vão continuar a mudar vidas», acrescenta Mike Day.